A partir de abril, a capital paulista terá um aumento de 40% no número de radares. O número atual de 601 passará para 843, o que representa um investimento de R$ 529,7 milhões nos próximos cinco anos com a concessão da operação por empresas terceirizadas. Mensalmente, cada equipamento custará R$ 10,5 mil.

Parte dos radares atuais serão substituídos por equipamentos mais modernos, capazes de identificar placas. Assim, a CET poderá multar por excesso de velocidade, dia de rodízio e invasão da faixa de ônibus. Em 2013, São Paulo bateu recorde de arrecadação com multas, alcançando a cifra de R$ 850,5 milhões. Com os novos “pardais”, a cidade vai recolher anualmente R$ 1,2 bilhão!

Os novos radares vão cobrir também os 371 km de vias que serão incluídas na ampliação do rodízio, que não tem data para começar. Antes seria em abril, mas foi adiado. Do total instalado, 404 radares fazem parte do chamado Grupo A e além das infrações já citadas, também identificarão veículos suspeitos de furto/roubo ou ausência de licenciamento ou inspeção.

Os do Grupo B serão 168 equipamentos, que ficarão nos cruzamentos e terão todas as funções do Grupo A, exceto invasão de faixa. No entanto, pegarão quem avançar o sinal vermelho, queimar a faixa de pedestre e realizar conversão proibida.

Já o Grupo C terá 80 radares que serão instalados em pórticos, pontes e viadutos para fiscalização das infrações do Grupo A e sem a necessidade de sensores no chão. Por fim, as chamadas barreiras eletrônicas também terão funções do Grupo A, mas sem invasão de faixa de ônibus.

Haverá também 20 radares móveis para multas veículos com excesso de velocidade, desrespeito ao rodízio e invasão de faixa de ônibus. A CET pretende também disponibilizar a velocidade média das vias monitoradas através da internet, para que o condutor possa planejar seu trajeto ao longo do dia.

[Fonte: Folha]